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Monday, March 07, 2011

Filhos


Brigas dentro de casa podem levar ao estresse pós-traumático em crianças


Se uma criança se sente minimamente ameaçada pela violência observada entre os pais é possível que ela desenvolva sintomas de estresse pós-traumático, sugere pesquisa.
379470 SXC 3 Brigas dentro de casa podem levar ao estresse pós traumático em criançasO estudo, feito por um time de pesquisadores da Universidade Metodista do Sul, EUA, chegou à conclusão de que as crianças somente não reportavam nenhum trauma caso não percebessem a violência vivida como sinal de ameaça. Isso, dizem os pesquisadores, apontaria para a necessidade de entender como as crianças enxergam a presença de um perigo quando os pais brigam.
“Nossos resultados indicam que a relação entre a percepção de ameaça nas crianças e os sintomas de trauma também se correlacionam com o nível de violência do seu entorno”, explica Deborah Corbitt-Shindler. “E mesmo um nível muito pequeno de violência, se interpretado pela criança como algo ameaçador, pode levar ao desenvolvimento de sintomas de trauma nesses indivíduos.”
Os especialistas estimam que mais da metade das crianças expostas a ambientes violentos desenvolve esses sintomas, que normalmente vêm acompanhados de pesadelos, pensamentos negativos e tentativa de fugir das memórias.
Na pesquisa, feita paralelamente com pais e filhos, os pesquisadores chegaram à conclusão de que uma ameaça, para as crianças, é algo associado à possibilidade de alguém ser ferido durante uma discussão, à instabilidade familiar – possível separação dos pais – e à sensação de abandono – sensação de que os pais não poderão cuidar deles.
O estudo também apontou que quando as crianças não viam a briga os sintomas de trauma se amenizavam. Mas foram observados casos em que, mesmo que as crianças tenham sido poupadas das situações, os sentimentos das mães muitas vezes se reflexiam nas crianças entrevistadas. Isso quer dizer que crianças com mães traumatizadas pela violência doméstica, de alguma maneira, também mostravam respostas similares. Essa correlação, entretanto não foi detalhada pelo estudo, mas pode gerar outros questionamentos em pesquisas futuras.
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com informações da Southern Methodist University

Tédio X Casamento!!


Tédio, mais do que as brigas, pode levar ao fim do casamento


Um estudo realizado conjuntamente por pesquisadores da Universidade do Michigan e da Universidade Stony Brook, ambas nos EUA, afirma que o tédio, e não os conflitos, pode fazer os casais perderem o interesse pela manutenção do casamento. A pesquisa observou mais de cem casais que tinham ao menos sete anos de união e acompanhou a evolução de seus relacionamentos nove anos depois (após 16 anos de casamento).
“Não somente os conflitos, mas a sensação de tédio presente na união pode levar ao fim do relacionamento ao longo do tempo”, afirma Terri Orbuch, um dos pesquisadores envolvidos na pesquisa. O estudo também mostrou que o nível de tédio podia levar à previsão da qualidade do relacionamento no final da pesquisa. Os participantes do estudo eram casais no seu primeiro casamento e com idade média de 33 anos.
Nas duas fases da pesquisa os casais eram entrevistados sobre diversas questões a respeito de sua satisfação com a relação, o quanto realmente se sentiam casados e o quanto a relação ainda os excitava. O principal indicativo de que o tédio poderia levar ao fim da relação foi que quanto maior o nível de insatisfação em determinado período, maior o declínio da relação ao longo do tempo, ou seja, quando o processo se instaura dificilmente se reverte naturalmente.
Surpreendentemente, estar satisfeito no sétimo ano do casamento não predizia se a relação iria ou não passar por períodos de tédio – sentimento que leva ao afastamento do casal e à perda de intimidade.
“O resultado sugere que estar animado com a relação, fazer planos conjuntos para o futuro e não deixar de sempre querer fazer algo em médio e longo prazo promove uma maior aproximação do casal, aumenta o comprometimento e a confiança e, consequentemente, a satisfação com o parceiro”, explicam Irene Tsapelas e Arthur Aron, que também colaboraram com a pesquisa.
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com informações da University of Michigan

D.R. Superação!!


Discutindo o relacionamento: dificuldade para superar as brigas pode ter influência dos pais

Brigas entre namorados é uma coisa comum. Mas a forma como eles superam estes conflitos foi alvo de uma pesquisa realizada pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram que as habilidades para reconciliação dependem diretamente de como o casal era quando criança e – principalmente – do comportamento dos pais. Pais que conseguem regular melhor as emoções negativas dos filhos, contribuem para que estes cresçam sabendo superar as diferenças nos relacionamentos amorosos futuros.
MG 0677freedigitalphotos Discutindo o relacionamento: dificuldade para superar as brigas  pode ter influência dos paisO estudo foi feito com um mesmo grupo de pessoas, do dia em que nasceram – em meados dos anos 1970 – até completarem 20 anos. Nesta idade, eles voltaram com seus parceiros ao laboratório para realizar alguns testes. O teste era, na verdade, ver como os casais lidavam quando eram provocados a discutir algum ponto que não concordavam e, principalmente, como se recuperavam da discussão.
Embora o período de reconciliação tenha sido proposto apenas para certificar os pesquisadores de que não estavam enviando para casa casais irritados, a autora do estudo, Jessica E. Salvatore, notou algo interessante sobre o estilo de comunicação dos casais. “Alguns casais tinham uma briga intensa, mas faziam uma transição perfeitamente tranquila ao conversar sobre algo que concordavam. Em outros casais, eles se prendiam ao conflito e não conseguiam falar sobre outro assunto”, diz Salvatore.
O estudo mostrou que este comportamento estava diretamente ligado ao relacionamento entre as crianças e seus pais, principalmente dos 12 aos 18 meses. Aqueles que tiveram os pais mais presentes nesta fase sabiam lidar melhor com conflitos na fase adulta. “Se os pais, ou o adulto responsável, conseguem regular as emoções negativas do bebê, este tende a regular melhor suas próprias emoções depois de adulto”, explica a autora.
Parceiros desempenham um papel importante
Consequentemente, o estudo mostra que crianças inseguras acabam se tornando adultos com dificuldades em superar os conflitos amorosos. No entanto, isso não significa que eles não consigam manter relacionamento. De acordo com Salvatore, se um dos dois lidera o processo de reconciliação, acaba levando o outro a superar as diferenças. “Um relacionamento pode ser salvo se um dos dois rapidamente conseguir relevar o que iniciou o conflito e não se deixar levar por emoções ou pensamentos negativos”, diz.
Esta é uma das primeiras evidências de que o parceiro desempenha um papel importante na superação de experiências ruins durante a infância. “Essa foi a mais excitante descoberta”, diz a pesquisadora. “Existem consequências geradas pelas pessoas que você conhece na vida que mudam as consequências do que aconteceu com você quando criança”, conclui.
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Com informações do Association for Psychological Science