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Tuesday, March 15, 2011

Tipos de briga que destroem o relacionamento amoroso

15/03/2011


Nesse artigo vamos tratar das brigas entre casais. Essas brigas são comuns entre pessoas que convivem. Essas pessoas estão sujeitas a inúmeras fontes de tensão, tanto aquelas causadas por acontecimentos externos ao relacionamento como aquelas causadas por acontecimentos que envolvam o parceiro. Vamos tratar aqui principalmente das brigas verbais entre parceiros amorosos.

Os casamentos podem ser classificados de acordo com a forma como os cônjuges lidam com as suas divergências. Usando esse critério, John Gottman1classificou os casamentos em três tipos: volátilvalidante e evitativo. No volátil, os cônjuges brigam muito e estão mais preocupados em ganhar as disputas do que em ouvir o ponto de vista do outro. No validante, os cônjuges conversam calmante sobre suas divergências. Cada cônjuge ouve atentamente o argumento do outro, reconhece a sua validade, quando isso é pertinente, e tenta negociar as suas divergências. No evitativo, os parceiros evitam atritos. Geralmente eles preferem se calar a entrar em uma discussão. Eles “concordam em discordar”.
Embora quem leia essa descrição possa identificar o validante como aquele tipo de casamento que tem a forma ideal de resolver as pendências, todos esses três tipos podem ser bem ou mal sucedidos. Portanto, brigar muito, discutir calmamente as divergências ou evitá-las não são bons preditores das chances de sucesso ou de fracasso de um relacionamento amoroso.
Alem disso, a capacidade de reconciliação e as formas eficientes de resolver pendências que não envolvam brigas também são determinantes poderosos da qualidade e estabilidade do relacionamento.
Mais importante do que brigar ou não brigar é a freqüência das brigas, as ocasiões onde elas acontecem e, principalmente, a maneira de brigar. Este artigo vai abordar principalmente este último fator.

A expressão de raiva pode ser benéfica para o relacionamento
Expressar raiva, embora muitas vezes seja desagradável para quem expressa e para quem ela é dirigida, pode ser benéfico.  Alterar o tom da voz, mostrar expressões faciais de insatisfação e raiva e até dizer alguns palavrões pode ser saudável para o expressor e ajudar os parceiros a respeitarem os seus limites mútuos.

Os quatros cavaleiros do apocalipse

Gottman identificou quatro tipos de conteúdos de brigas que, quando são frequentes ou continuados, indicam que o relacionamento pode estar se deteriorando e caminhando para o fim. Esses conteúdos seriam, portanto, arautos do fim do relacionamento e, por isso, foram denominados por esse autor como “Cavaleiros do Apocalipse”. Muitas vezes uma única apresentação de um desses conteúdos pode produzir feridas difíceis de cicatrizarem (“Aquelas palavras que nunca vou esquecer”).
Esses “Cavaleiros” são os seguintes:
Criticismo: disparar uma saraivada de críticas ou reclamações. Essa forma de proceder funciona mais um tipo de agressão do que como uma tentativa de solução de problemas. Fica muito difícil para quem ouve uma saraivada de críticas atender a todas elas. Para atendê-las seria necessária uma mudança radical na forma de agir e ser.
O criticismo funciona como uma espécie de rejeição em bloco do parceiro ou de vários dos seus comportamentos e características. Essa rejeição é o oposto da aceitação que deve reger um bom relacionamento entre pessoas que mantêm uma relação conjugal entre si e querem viver harmonicamente.
O criticismo é diferente da crítica. A crítica envolve uma reclamação clara sobre um comportamento específico do companheiro e a busca por soluções. A crítica, quando usada moderada e adequadamente é benéfica e necessária para o relacionamento. É através dela que os parceiros reconstituem as suas zonas de conforto e vão corrigindo a rota dos seus relacionamentos.
- Desrespeito: atacar a personalidade ou a moral do parceiro, mostrar desprezo por ele e atacar aquilo que ele preza (como os seus parentes, por exemplo) só para diminuí-lo ou feri-lo. Desprezar alguém ou rejeitar uma característica sua que é difícil de mudar é o pólo oposto da admiração que é um dos requisitos para apaixonamento e amizade. 
O desrespeito degrada o relacionamento e coloca aquele que é degradado em um tipo de relacionamento que se situa aquém do desejável e sustentável.
Por trás do desrespeito geralmente está a convicção de que o parceiro tem algo de muito ruim. Naqueles relacionamentos que têm um fim tempestuoso frequentemente um ou ambos os parceiros acabam sendo vistos como uma espécie de demônio, como será  no tópico abaixo.
Defensividade. Assim que o parceiro começa a apresentar uma reclamação ou uma crítica, o seu interlocutor começa a pensar em como se defender ou contra-atacar (“acusação cruzada”) deixa de considerar se a reclamação é justa e como poderia atendê-la. Por esse motivo, a defensividade blinda aquele que a utiliza das reclamações do parceiro e torna inúteis as suas reivindicações.
A acusação cruzada inviabiliza a possibilidade de mudança e a correção daquilo que está sendo criticado, uma vez que ela aponta que o reclamante também errou e, portanto, está tudo “zero a zero”.
Insensibilidade. Neste caso, o insensível  não se dá ao trabalho de ouvir as reclamações atentamente e de considerá-las ou respondê-las. Essa pessoa adota regra: “deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro”. Quando isso acontece, quem apresenta as reclamações fica com a sensação que está falando para as paredes.

Demonização do parceiro

Muitas vezes o relacionamento já está tão deteriorado e a imagem mútua dos seus participantes já está tão degradada que estes começam a se verem como demônios: tudo o que um deles faz ou deixa de fazer é visto pelo outro sob o pior ângulo possível como, por exemplo, com suspeição e determinado por más intenções. Quando o relacionamento está neste estado, os parceiros consideram o outro como um ser maligno cheio de intenções negativas, manipulativo e perigoso. Embora visão possa eventualmente ter bases reais, na maioria das vezes ela é fruto da distorção produzida pela raiva acumulada, pelo ressentimento e por acontecimentos que feriram ou magoaram profundamente quem distorce.
Esse mecanismo é o oposto da idealização que ocorre quando os parceiros estão apaixonados: nesta última situacäo quem está apaixonado vê o parceiro melhor do que ele é (por exemplo, uma pesquisa verificou que os apaixonados vêm os seus parceiros como mais dotados de qualidades do que os próprios amigos o vêem. Diga-se de passagem, que os amigos já distorcem suas percepções em seu favor).

Ocasiões das brigas

Deve-se evitar iniciar discussões ou apresentar reclamações nas seguintes circunstâncias:
- Quando o parceiro está envolvido em algo que aprecia muito. Quem recusa uma conversa em um dado momento fica com a obrigação de propor outra ocasião para que ela ocorra. O parceiro que está envolvido na atividade que não quer interromper pode dizer, por exemplo: “Você pode esperar terminar o noticiário para que possamos conversar?”
- Durante atividades que o casal tem satisfação em realizar junto: jantar, ir ao teatro, caminhadas ao ar livre. Este tipo de atividade deve ser preservado da contaminação pelo clima negativo que acompanha muitas das discussões e reclamações.
- Na hora de dormir: a discussão geralmente produz excitação e faz com que os envolvidos fiquem remoendo o que disseram e ouviram e, por isso, perdem ou sono ou dormem mal.
- Quando um ou ambos parceiros estão estressados devido a outro acontecimento. Nessa ocasião, as chances da discussão não ser produtiva é mais provável devido ao estado de espírito desfavorável produzido pelos outros acontecimentos

Homens demoram mais para se recuperar emocionalmente de brigas

Um dos motivos que fazem os homens evitarem as discussões é que eles demoram mais tempo para se recuperar das alterações emocionais do que as mulheres. Para explicar essa diferença, alguns autores hipotetizaram que as mulheres são naturalmente preparadas para recuperarem-se mais rapidamente porque elas têm que aleitar os filhos e as alterações emocionais prejudicam a produção do leite. Por isso, elas desenvolveram mecanismos para se recuperarem mais rapidamente do que eles.

Mulheres iniciam mais discussões do que os homens

Já vi evidencias que indicam que as mulheres iniciam a grande maioria das discussões. Também existem indícios de que elas praticam mais agressões físicas do que eles. Por exemplo, em uma pesquisa realizada aqui no Brasil, as mulheres admitiram ter batido nos parceiros 5,7 vezes e os homens admitiram ter batido nas mulheres 3,9 vezes no ano que antecedeu a entrevista. As agressões delas, no entanto, eram muito mais leves do que as deles2.
As mulheres que pedem mais frequentemente a separação legal do que os homens. Aqui no Brasil, cerca de dois terços das separações legais são pedidos por elas.
Já ouvi o argumento que elas iniciam mais discussões e pedem mais frequentemente as separações porque, para elas, o mau relacionamento traz mais danos do que para eles: existem evidências de que o mau relacionamento produz mais problemas físicos e psicológicos para elas do que para eles. Faz sentido.
A experiência do meu consultório confirma essas informações. Geralmente são as mulheres que tomam a iniciativa de procurar a terapia de casal. Os homens muitas vezes aparecem por lá para tratar desse problema simplesmente porque foram pressionados por elas.
Discutir e brigar são acontecimentos normais na maioria dos relacionamentos. O conteúdo das brigas, as suas frequências, os momentos que elas ocorrem e a relação entre a quantidades de coisas boas e ruins que são proporcionadas pelo relacionamento é que determinam a sua qualidade e durabilidade.
1Gottman, J. (1998). Casamentos. (Traduzido do original em inglês por T. B. Santos). Rio de Janeiro: Editora Objetiva Ltda.

Monday, March 07, 2011

Filhos


Brigas dentro de casa podem levar ao estresse pós-traumático em crianças


Se uma criança se sente minimamente ameaçada pela violência observada entre os pais é possível que ela desenvolva sintomas de estresse pós-traumático, sugere pesquisa.
379470 SXC 3 Brigas dentro de casa podem levar ao estresse pós traumático em criançasO estudo, feito por um time de pesquisadores da Universidade Metodista do Sul, EUA, chegou à conclusão de que as crianças somente não reportavam nenhum trauma caso não percebessem a violência vivida como sinal de ameaça. Isso, dizem os pesquisadores, apontaria para a necessidade de entender como as crianças enxergam a presença de um perigo quando os pais brigam.
“Nossos resultados indicam que a relação entre a percepção de ameaça nas crianças e os sintomas de trauma também se correlacionam com o nível de violência do seu entorno”, explica Deborah Corbitt-Shindler. “E mesmo um nível muito pequeno de violência, se interpretado pela criança como algo ameaçador, pode levar ao desenvolvimento de sintomas de trauma nesses indivíduos.”
Os especialistas estimam que mais da metade das crianças expostas a ambientes violentos desenvolve esses sintomas, que normalmente vêm acompanhados de pesadelos, pensamentos negativos e tentativa de fugir das memórias.
Na pesquisa, feita paralelamente com pais e filhos, os pesquisadores chegaram à conclusão de que uma ameaça, para as crianças, é algo associado à possibilidade de alguém ser ferido durante uma discussão, à instabilidade familiar – possível separação dos pais – e à sensação de abandono – sensação de que os pais não poderão cuidar deles.
O estudo também apontou que quando as crianças não viam a briga os sintomas de trauma se amenizavam. Mas foram observados casos em que, mesmo que as crianças tenham sido poupadas das situações, os sentimentos das mães muitas vezes se reflexiam nas crianças entrevistadas. Isso quer dizer que crianças com mães traumatizadas pela violência doméstica, de alguma maneira, também mostravam respostas similares. Essa correlação, entretanto não foi detalhada pelo estudo, mas pode gerar outros questionamentos em pesquisas futuras.
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com informações da Southern Methodist University

Tédio X Casamento!!


Tédio, mais do que as brigas, pode levar ao fim do casamento


Um estudo realizado conjuntamente por pesquisadores da Universidade do Michigan e da Universidade Stony Brook, ambas nos EUA, afirma que o tédio, e não os conflitos, pode fazer os casais perderem o interesse pela manutenção do casamento. A pesquisa observou mais de cem casais que tinham ao menos sete anos de união e acompanhou a evolução de seus relacionamentos nove anos depois (após 16 anos de casamento).
“Não somente os conflitos, mas a sensação de tédio presente na união pode levar ao fim do relacionamento ao longo do tempo”, afirma Terri Orbuch, um dos pesquisadores envolvidos na pesquisa. O estudo também mostrou que o nível de tédio podia levar à previsão da qualidade do relacionamento no final da pesquisa. Os participantes do estudo eram casais no seu primeiro casamento e com idade média de 33 anos.
Nas duas fases da pesquisa os casais eram entrevistados sobre diversas questões a respeito de sua satisfação com a relação, o quanto realmente se sentiam casados e o quanto a relação ainda os excitava. O principal indicativo de que o tédio poderia levar ao fim da relação foi que quanto maior o nível de insatisfação em determinado período, maior o declínio da relação ao longo do tempo, ou seja, quando o processo se instaura dificilmente se reverte naturalmente.
Surpreendentemente, estar satisfeito no sétimo ano do casamento não predizia se a relação iria ou não passar por períodos de tédio – sentimento que leva ao afastamento do casal e à perda de intimidade.
“O resultado sugere que estar animado com a relação, fazer planos conjuntos para o futuro e não deixar de sempre querer fazer algo em médio e longo prazo promove uma maior aproximação do casal, aumenta o comprometimento e a confiança e, consequentemente, a satisfação com o parceiro”, explicam Irene Tsapelas e Arthur Aron, que também colaboraram com a pesquisa.
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com informações da University of Michigan

D.R. Superação!!


Discutindo o relacionamento: dificuldade para superar as brigas pode ter influência dos pais

Brigas entre namorados é uma coisa comum. Mas a forma como eles superam estes conflitos foi alvo de uma pesquisa realizada pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram que as habilidades para reconciliação dependem diretamente de como o casal era quando criança e – principalmente – do comportamento dos pais. Pais que conseguem regular melhor as emoções negativas dos filhos, contribuem para que estes cresçam sabendo superar as diferenças nos relacionamentos amorosos futuros.
MG 0677freedigitalphotos Discutindo o relacionamento: dificuldade para superar as brigas  pode ter influência dos paisO estudo foi feito com um mesmo grupo de pessoas, do dia em que nasceram – em meados dos anos 1970 – até completarem 20 anos. Nesta idade, eles voltaram com seus parceiros ao laboratório para realizar alguns testes. O teste era, na verdade, ver como os casais lidavam quando eram provocados a discutir algum ponto que não concordavam e, principalmente, como se recuperavam da discussão.
Embora o período de reconciliação tenha sido proposto apenas para certificar os pesquisadores de que não estavam enviando para casa casais irritados, a autora do estudo, Jessica E. Salvatore, notou algo interessante sobre o estilo de comunicação dos casais. “Alguns casais tinham uma briga intensa, mas faziam uma transição perfeitamente tranquila ao conversar sobre algo que concordavam. Em outros casais, eles se prendiam ao conflito e não conseguiam falar sobre outro assunto”, diz Salvatore.
O estudo mostrou que este comportamento estava diretamente ligado ao relacionamento entre as crianças e seus pais, principalmente dos 12 aos 18 meses. Aqueles que tiveram os pais mais presentes nesta fase sabiam lidar melhor com conflitos na fase adulta. “Se os pais, ou o adulto responsável, conseguem regular as emoções negativas do bebê, este tende a regular melhor suas próprias emoções depois de adulto”, explica a autora.
Parceiros desempenham um papel importante
Consequentemente, o estudo mostra que crianças inseguras acabam se tornando adultos com dificuldades em superar os conflitos amorosos. No entanto, isso não significa que eles não consigam manter relacionamento. De acordo com Salvatore, se um dos dois lidera o processo de reconciliação, acaba levando o outro a superar as diferenças. “Um relacionamento pode ser salvo se um dos dois rapidamente conseguir relevar o que iniciou o conflito e não se deixar levar por emoções ou pensamentos negativos”, diz.
Esta é uma das primeiras evidências de que o parceiro desempenha um papel importante na superação de experiências ruins durante a infância. “Essa foi a mais excitante descoberta”, diz a pesquisadora. “Existem consequências geradas pelas pessoas que você conhece na vida que mudam as consequências do que aconteceu com você quando criança”, conclui.
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Com informações do Association for Psychological Science

Tuesday, March 01, 2011

Nervos e Neuras!!

Bom , tudo superado então bora pra próxima!

O casal (@NassaTVMarcelo e @samanthamoraes) resolveu fazer terapia virtual. 
No @NervoseNeuras falam sobre dinheiro,sexo,brigas, família,filhos e a relação. 
Os internautas podem comentam e opinar




Marcelo Nascimento é jornalista e diretor de TV
Samantha Moraes é autora do livro "Depois do Escorpião"



Acessem tb:
twitter.com/nervoseneuras
twitter.com/NassaTVMarcelo
twitter.com/samanthamoraes


Espero que gostem!
Beijos